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Andy Sheppard – ECM
Artista da ECM, bandleader e compositor, Andy Sheppard é um dos principais saxofonistas da Europa, tocando e compondo para formações que vão do solo à big band e à orquestra de câmara.
Após um período em Paris, regressou ao Reino Unido em meados dos anos 80, gravando o álbum «Andy Sheppard» para a Antilles/Island Records, com Steve Swallow como produtor, marcando o início de uma longa parceria musical que continua até hoje.
Desde então, Sheppard gravou para editoras como a Blue Note, Verve, Label Bleu e Provocateur.
Frequentemente descrito como um “colaborador em série”, tocou, gravou e compôs novas músicas com artistas tão variados como o percussionista brasileiro Naná Vasconcelos, o violinista indiano L. Shankar, a música folk inglesa Kathryn Tickell, o tocador de tabla Kuljit Bamhra, os compositores e intérpretes clássicos contemporâneos John Harle e Joanna MacGregor, os cantores e compositores John Martyn e Elvis Costello. Ao longo de vários anos colaborou com uma miríade de figuras importantes do jazz – incluindo Steve Swallow, Arild Andersen, Rita Marcotulli, Eivind Aarset, Marlilyn Mazur, Ketil Bjørnstad, Bugge Wesseltoft, Paolo Fresu, Charlie Haden, Michel Benita, Seb Rochford e Han Bennink, para citar alguns.
Foi também um dos poucos músicos a trabalhar e gravar intensamente com três dos compositores seminais do jazz contemporâneo – Carla Bley, George Russell e Gil Evans.
Compositor prolífico, Sheppard escreveu mais de 500 obras que incorporam um forte e característico sentido de lirismo.
Compôs para grandes e pequenos conjuntos nas áreas do jazz e da música clássica contemporânea em resposta a convites de diferentes geografias, destacando-se, na sua escrita para big band, os trabalhos realizados com a famosa UMO Orchestra (Finlândia), a Bergen Big Band (Noruega) e a Catania Contemporary Orchestra.
Alguns exemplos de encomendas de música para projectos de larga escala em anos mais recentes incluem, a convite da Bristol European Green Capital, a escrita da peça intitulada «The Divine Paradox (of Human Beings in Paradise)», concebida para coros comunitários, saxofone, percussão/eletrónica e contrabaixo e que constituiu uma reflexão sobre a condição humana e os efeitos potencialmente devastadores que a sociedade humana está a ter no planeta Terra. A estreia aconteceu em St Georges (Bristol), em outubro de 2015.
E, ainda na mesma área, o irreverente projecto, encomendado pelo Bristol International Jazz & Blues Festival em colaboração com o Bristol Film Festival em 2017, que o levou a compor para quarteto e secção de instrumentos de sopro a sua primeira banda sonora ao vivo para um filme, a obra-prima de 1927, «Metropolis».
Desde 2008, Sheppard lançou quatro álbuns altamente aclamados pela ECM: «Movements in Colour» (2008), «Trio Libero» (2012), «Surrounded by Sea» (2015) e «Romaria» (2018). Também na ECM destaque para outros trabalhos com o trio de longa data liderado pela NEA Jazz Master Carla Bley, ao lado do lendário baixista Steve Swallow: «Trios» (2013), «Andando el Tiempo» (2016) e «Life Goes On» (2020).
«Romaria» é o mais recente capítulo de uma história musical que começou em 2011, com a gravação de «Libero», com o baixista Michel Benita e o baterista Sebastian Rochford. Um trio de uma profunda e imperdível partilha criativa.
Para o álbum seguinte, «Surrounded By Sea», gravado em 2014, Eivind Aarset juntou-se ao grupo na guitarra e nos instrumentos eletrónicos, transformando-o num quarteto e ampliando o seu método de trabalho.
As conquistas de Sheppard renderam-lhe o prestigiado prémio de Músico de Jazz Europeu de 2016, atribuído pela L’Académie du Jazz no ano seguinte.
Em 2019, a Universidade de Bristol concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa em Música.
O seu mais recente projeto, Andy Sheppard Trio, conta com a icónica pianista italiana Rita Marcotulli e o conceituado contrabaixista francês Michel Benita. A música para este trio foi escrita e incubada durante um período que permitiu a Sheppard dedicar-se quase exclusivamente ao trabalho de composição. E traz-nos uma visão compartilhada sobre o desenvolvimento de uma convergência de caminhos musicais, a partir de estruturas projetadas por Sheppard com base nas suas composições melódicas fluidas, e convidando cada membro a aventurar-se em infinitas possibilidades de improvisação com uma estética aberta.
O trio tem sido recebido com grande sucesso pelo público em toda a Europa e gravou recentemente para a ECM o seu primeiro disco, produzido por Manfred Eicher. A gravação teve lugar no Auditorio Stelio Molo – RSI, em Lugano, e o lançamento está previsto para 2026.