
Os “loucos anos 20” foram fortemente marcados pelas Jazz Band e por um clima de euforia, próprio de quem acaba de sair de uma guerra à escala mundial e vive cada dia sem pensar no seguinte, num ambiente de festa, modernidade e liberdade.
Pegando na história do Jazz desta época e recriando o ambiente de um salão típico do período Déco, uma personagem saída desses tempos leva-nos numa viagem pelo passado deste estilo musical, que acabou por se tornar no reflexo de uma forma de estar generalizada, marcada pela irreverência, pela ruptura e por uma cultura de massas.
Tendo nascido nos campos de algodão dos Estados Unidos, pela mão e pela voz dos escravos negros, é neste período que o Jazz se dissemina por toda a Europa, tornando-se uma música de negros que passou a ser tocada também por brancos, vivendo a par de estilos de dança como o Charleston, o Swing ou o Lindy Hop, proporcionando longos serões de busca de prazer e evasão, como que num prenúncio de que este clima poderia ter o seu fim em breve.
«A Idade do Jazz» nasceu de um convite do Museu Gulbenkian à Clave na Mão, no âmbito do programa paralelo da exposição «Coleção Gulbenkian. Grandes Obras».
Ficha artística:
Bruno Santos: guitarra e direção musical
Margarida Campelo: piano e voz
Zé Maria: saxofone
Romeu Tristão: contrabaixo
João Ribeiro: bateria e voz
Lamia Berki: dançarina
Saïd Bouhamara: dançarino
Vera Kace: ilustração
Márcia Lessa: concepção artística, guião e argumento
Ficha técnica:
Clave na Mão: produção
Suse Ribeiro: desenho de som e operação
Ângela Bismarck: desenho de luz e operação