Nos próximos dias 9, 10 e 11 de outubro, a Voz do Operário – Graça – será palco do festival O Jazz tem Voz!, organização da Clave na Mão, em parceria com A Voz do Operário e com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa – Fundo de Emergência Social.
Durante três dias, o centenário edifício da Graça, com uma extensão no sábado à tarde ao vizinho Largo de Santa Marinha, acolherá concertos, para o público em geral e para famílias, uma exposição em parceria com o Hot Clube de Portugal, uma oficina de ilustração, uma conversa e um espaço para venda de livros e discos. Serão, portanto, 3 dias em que o público poderá viver o ambiente de liberdade que caracteriza este género musical, desfrutando do trabalho de músicos, criadores e técnicos portugueses numa altura de grande dificuldade para a classe artística no nosso país, como resultado dos cancelamentos ou adiamentos provocados pela pandemia de COVID-19. A realização do festival obedecerá, claro, a todas as regras decididas pelas entidades competentes, que estejam em vigor nesse momento.
O cartaz do Festival é de autoria do ilustrador André Letria.
À Voz do Operário e à Câmara Municipal de Lisboa, fica desde já uma palavra de agradecimento.
Sexta-feira, 9 de outubro, 20 horas
Abertura da exposição
Cartazes do Hot
A Voz do Operário – Graça
Sexta-feira, 9 de outubro, 21 hora
Bernardo Moreira Sexteto
«Entre Paredes»
A Voz do Operário – Graça
João Moreira – Trompete
Tomás Marques – Saxofone
Mário Delgado – Guitarra
Ricardo Dias – Piano
Bernardo Moreira – Contrabaixo
Joel Silva – Bateria
O contrabaixista Bernardo Moreira regressa à música de Carlos Paredes.
O novo espetáculo Entre Paredes – A música de Carlos Paredes surge quinze anos depois de ter editado o disco Ao Paredes Confesso:
“Falar de Carlos Paredes é, para mim, muito mais do que falar de um músico genial, é falar de alguém que teve um impacto enorme no meu percurso enquanto músico. A descoberta da sua obra levou-me, há 15 anos atrás, a editar um disco ao qual chamei “Ao Paredes Confesso”, onde me propus dialogar com ele, através de algumas das suas maravilhosas e eternas melodias. Passados estes anos, percebo o efeito que tudo isto teve em mim, levando-me a explorar universos que eu pensava estarem tão distantes do meu mas que, na verdade, se tocam formando um só. Senti uma vontade inesperada de celebrar tantas viagens entre o Jazz, o Fado, a Canção e o Fado de Coimbra e talvez por tudo isto me sinta Entre Paredes.”

Sábado, 10 de outubro, 16 horas
Conversa Portugal e o Jazz
A Voz do Operário – Graça
Com Beatriz Nunes, Gonçalo Marques e Demian Cabaud
Moderação: Sérgio Machado Letria
Sábado, 10 de outubro, 17 horas
Quang Ny Lys
Largo de Santa Marinha
Rita Maria – Voz
João Mortágua – Saxofone
Mané Fernandes – Guitarra
Quang Ny Lys é o mais recente projecto de Rita Maria (voz e efeitos ), João Mortágua (saxofone e efeitos) e Mané Fernandes (guitarra eléctrica e efeitos) que terá a sua estreia nesta primeira edição do Festival.
Os três músicos conheceram-se na Escola Superior de Música do Porto, onde foram colegas.
Juntam-se agora, depois de muitas aventuras, pelo mundo e pela música, para juntos explorarem aquilo que os une numa Nova/Ny Luz/Quang/Lys.
O projecto baseia-se na experimentação sobre os standards do cancioneiro norte-americano do jazz, património imaterial que estes três músicos têm em comum na sua formação.
A génese da proposta: uma nova luz sobre vários ângulos, está expressa no nome do colectivo e toma por base a genética melódica e rítmica destas canções intemporais que são agora reinterpretadas numa visão de contemporaneidade, fruto das experiências estéticas de cada um dos seus membros.
Com o objectivo de contributo criativo e desafio artístico, escolheram-se canções que chegam a ter um século de existência e cujas letras e estórias evocadas, passaram no teste do tempo, continuando mais actuais do que nunca.
Sábado, 10 de outubro, 21 horas
César Cardoso Ensemble
«Dice of Tenors»
A Voz do Operário – Graça
César Cardoso – saxofone
Luís Cunha – trompete
José Soares – saxofone
Lars Arens – trombone
Jeffery Davis – vibrafone
Óscar Graça – piano
Demian Cabaud – contrabaixo
Marcos Cavaleiro – bateria
Este projeto resulta da intenção do seu mentor, César Cardoso, em procurar novas abordagens, novos caminhos e novas ideias de composição e arranjo, através de uma formação alargada. Esta formação é constituída por 8 elementos, 4 sopros (saxofone tenor, saxofone alto, trompete, trombone) e secção rítmica (vibrafone, piano, contrabaixo e bateria).
Tendo já 3 discos com formações em Quarteto e Quinteto, e escrito muitos arranjos para Big Bands, a ideia desta formação surgiu por ser diferente do que já havia sido feito e sobretudo para lançar a si mesmo o desafio de construir um disco com uma identidade própria, mas com muita inovação e frescura na abordagem dos temas.
Domingo, 11 de outubro, 11 horas
O Jazz é Fixe!
Espetáculo lúdico pedagógico, para todas as idades, sobre o Jazz: a sua história, como se constrói, como se improvisa, como se pode cantar e sentir a música
A Voz do Operário – Graça
Vânia Couto – voz
Alvaro Rosso – contrabaixo
João Mortágua – saxofone
Um trio composto por Alvaro Rosso (contrabaixo), Vânia Couto (voz e guitarra) e João Mortágua (saxofone) apresentam um espetáculo lúdico pedagógico sobre o Jazz: a sua história, como se constrói, como se improvisa, como se pode cantar e sentir a música. Neste espetáculo o público não se limita a assistir: um blues que se aprende a cantar e a improvisar, uma bateria feita de sacos de plástico, um saxofone que se toca com os pés, os dedos estalam e os corpos dançam até ao swing! Fantoches, instrumentos, danças, blues e valsas, desde Django Reinhardt a Charlie Parker: assim se descobre que o Jazz é fixe!
Trata-se da primeira produção própria do Serviço Educativo do JACC: um espetáculo musical dirigido especialmente a um público mais jovem, através do qual procuramos sensibilizar as crianças e jovens – mas também a família e os professores – e criar a oportunidade de contacto com os sons e a história do JAZZ. Apela-se, através desta iniciativa, para o respeito pelas várias culturas como valor fundamental, através de uma expressão artística desde sempre ligada a contextos de experimentação, criatividade e liberdade.
Partindo de um guião que tenta mostrar os principais momentos históricos que deram forma ao jazz, o público é conduzido numa viagem onde encontrará figuras singulares, que mudaram a maneira como entendemos a música.
Domingo, 11 de outubro, 18 horas
Songbird
A Voz do Operário – Graça
Luís Figueiredo – piano
João Hasselberg – contrabaixo
Luís Figueiredo e João Hasselberg apresentam o duo “Songbird”, que conta já com dois discos editados:”Vol.I” e ”Vol.I”.
Trata-se de um projeto de canções que traz uma releitura de algumas composições de referência dos universos de autores clássicos, da pop e folk português e internacional: Sérgio Godinho, Jorge Palma, Lennon/McCartney, Sting ou Radiohead.
Com espaço aberto para a improvisação e para o lirismo, em cada concerto percorrem-se caminhos novos aliando a harmonia do piano ao som do contrabaixo.
Programa paralelo:
– Oficina de ilustração de André Letria com alunos de A Voz do Operário (6 e 7 de outubro);
– Ponto de venda de discos e livros pela Jazz Messengers;
– Em parceria com a União Audiovisual: Recolha de bens – Alimentos não-perecíveis, produtos de higiene pessoal e de limpeza – Para profissionais da Cultura em dificuldades.